Quando o amanhecer escorrega à tarde fria
escondendo dos Deuses os segredos inquietantes
dissolvem os lamentos sufocantes
e irradia do sol a sua lumidicência.
Rajada da juventude a lucidez
da loucura tonta dos desejos
cometendo desleixos a cada instante
Desnudada, sem pudor e envaidecida
encanta e povoa os sonhos mais pueris
desmanchando seus pesares nas bocas desejantes
E que desventura provoca as ações
Atitudes baixas de santos em porões
Encandaliza os mais devassos dos varões.
E quando a noite enfim retornar
Que roupas trajará a sua infâmia
não mostrará seu rosto euforia e divertimento
sem ter no seu coração um pecado
a não ser esse de ter amado
sem amor aquele que a enlouqueceu?
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